Por que te querer demais

Por te querer demais no meu momento mais frágil busquei a tua presença e me tornei um castigo, um tormento para ti. Nem mocinho e nem ladrão, mas os dois num corpo só.
Como uma novela mexicana, sigo arrastando algo que me machuca e machuca quem está a volta. Choros, lamentações e prantos fazm parte do meu dia a  dia.
Mas um dia a novela deve ter fim. Devemos abrir espaço para o novo. Entrei num beco sem saída, numa parca furada. Está na hora de me retirar, tirar a minha imagem de circulação por um tempo e retomar a procura pelo amor em paz.
Forte? Ficarei. Por hora a distancia poderá dizer o que é o melhor pra gente.
Abri mão de mim, da minha vida, do meu amor próprio em busca de um amor completo, que de tão completo se torna um buraco negro que consome tudo ao redor.
Não quero perde-lo, mas mante-lo ao meu lado é torturar os dois.
Preciso buscar um novo horizonte, voltar a me sentir indestrutível.
Chega de coisas pela metade, chega de um quase amor, chega de noites de insônia, chega de meio amigos, chega de meios.... ou temos inteiros ou não temos nada. O egoísmo nesta parte fala mais alto. Ou somos completos um do outro ou não somos nada um do outro.
Meio amigos, meio amantes, meio estranhos, meio.... não gosto do meio. Procuro o inteiro.
“quase entrei num beco sem saída, mas depois da despedida, volto ao ponto de partida pra encontrar o amor em paz” Ana Carolina traduz em uma frase o que penso e o que sinto.

16/09/2013

NÃO É

Mais uma noite se passou e com ela a insônia também... e nestes momentos de café, cigarro e pensamentos vem as decisões pois o corpo está relaxado, mas a cabeça não.
Onde é o meu lugar? Um dia todos se perguntam isso e as vezes chegamos a conclusão que não estamos no lugar certo, que devemos buscar nosso lugar ao sol. Ter a sensação que para outras pessoas é normal: amar e sentir-se amada.
Por muito tempo busquei isso e fiz tudo o que estava ao meu alcance para realizar isto, porem agora, jah cansado de correr atrás da borboleta vou cuidar do meu jardim, e deixar que esta borboleta voe.... quem sabe quantas mais aparecerão em meu caminho.
Já ouvi que o amor é uma via de mão dupla, mas tenho amado sozinho. Tenho buscado um futuro juntos sozinho, tenho tentado salvar algo que está morto a muito tempo. Morreu ou nem nasceu?
Se houve alguma coisa foi há algum tempo, foi num dia muito distante, hoje nada mais resta.
Começar de novo, buscar do zero. Iniciar pelo verdadeiro inicio e não mais tentar transformar o fim em um novo inicio.
Se fosse bom era o inicio, mas não é.

20/09/2013

E QUANDO NÃO É PARA SER?

Olho para o céu e o que vejo / São nuvens carregadas de você / Piso a areia e penso no teu beijo / Sei que um dia vai acontecer  // Tudo é ausência no que quero / Um barco no horizonte que não vem / Você era somente o que faltava / Pra me faltar tudo de uma vez
Hoje me dou o desplante de começar esta crônica com Ana Carolina em sua musica “Luz Acesa”. Esperança boba, espera tola.
As vezes demoramos a perceber que algo não é para a gente. Mas quando a gente percebe a vida parece que entra em ruinas.
Me pergunto se a dor de um casamento que acaba com seus 30 anos de existência é a mesma dor de saber que quem esteve do teu lado por apenas algum tempo, estava apenas de corpo presente?
Você entregou tudo o que tinha e o que não tinha: tanto no lado financeiro quanto psicológico, amoroso, e todos os seus lados possíveis e imagináveis e a pessoa não lhe retribuiu em nenhum momento nenhuma dessas suas doações;
Sei que o amor nada espera, mas num relacionamento a troca deve ser mutua. O vácuo, o vazio e o nada não preenchem uma relação.
Relação que você sustentou, que você manteve, que você lutou para que desse certo, mas que a outra pessoas, quem sabe, nem percebeu que era uma relação.
Nessas horas recorre a psicanalise, a psicoterapia, a psicóloga, a cartomante, o pai de santo, tudo ajuda a resolver um problema que é simples e que poderia ter sido visto desde o inicio: não existe amor reciproco. O amor é de apenas um dos lados.
Nessas horas a gente divide o que? A casa que vivemos, as coisas que compramos, tudo que adquirimos juntos? O sentimento também será repartido? Um pouco de amor para a pessoa que esteve contigo mas não te amou por completo.
Até onde podemos influenciar uma pessoa? Até onde podemos cuidar de outra pessoa? O quanto podemos nos doar a outro?
O amor não machuca. O amor é pleno. O que machuca é o amor não correspondido. É a indiferença. É a solidão de duas pessoas que mesmo juntas estavam sozinhas. Uniram duas solidões em uma só para tentar melhorar e permaneceram só.
O amor não acaba, o que acaba é a vontade de lutar por algo que só você viveu. Desistimos de querer que aquilo que existia em nossa mente torne-se realidade.
O amadurecimento faz com que nos tornemos mais sábios ou mais sujeitos à esse tipo de dor? Crescemos, estudamos e trabalhamos, mas continuamos as mesmas crianças, virgens em todos os sentimentos e ações e cada vez que perdemos essa virgindade imaginaria a dor que sentimentos é interna, profunda, extensa, parece que não tem fim.
Hoje te olho dormir ao meu lado, com aquele mesmo ar de desprezo e medo do futuro que sempre teve, e me pergunto quem é você? Como pude por todo esse tempo estar ao lado de quem não estava do meu? Como pude ver amor e atitudes altruístas em alguém que só pensa em si e em seu bel prazer esquecendo que do outro lado bate um coração que por ele tem desejos, medos, angustias, sentimentos, amor?
O amor não acaba, mas o auto flagelo sim. Esse com toda a certeza vai machucando tanto a cada dia que um dia cansamos de sofrer e faremos de tudo para que ele acabe.
Que seja uma dor rápida, uma dor de puxar o curativo de uma vez só. Ver a ferida exposta mostra o quanto nós caímos de cara, corpo e mente em um relacionamento sem futuro. Mas essa mesma ferida exposta cicatriza mais fácil assim do que coberta.
Arrancar o esparadrapo pode doer, mas ter uma ferida aberta em carne viva embaixo dele doi mais.
Se hoje me pergunto que é você com toda a certeza sei responder quem eu sou. Sou aquele que te deu tudo e não teve nada em troca. Sou aquele que buscou solução para problemas que você criou. Sou aquele que lutou por ti, enquanto sentado tu me vias definhar e morrer um pouca a cada dia por ti. Sou aquele que depois da ultima batalha viu-se moído por alguém que não o amou, apenas se acostou a te ter. A te ter fácil demais. Sempre a disposição.
O que preciso agora é da tua ausência. Da tua partida. Da tua ida sem intenção de voltar.
Posso me reconstruir. Posso me montar de novo. Posso voltar a viver.
Serei assassino por matar o amor que em mim existia? Ou serei um herói por acabar com aquilo que me matava mas que em você nem tocava?

Noites me atravessam sem luar / Tardes que terminam sem ter fim / Um dia ainda consigo lhe falar / Da tempestade que causou em mim.

Agora as noites voltam a ser somente minhas, as tardes começam a ter um fim. Não preciso te falar da tempestade que você causou em mim pois você sabe muito bem como fez com que ela acontecesse. Mas depois da tempestade recontrui meu novo eu e quem sabe um dia encontre alguém disposto a fazer por mim aquilo qu por ti fiz e nada recebi.
Sentirei falta do teu sorriso mesmo sabendo que eu não era o motivo dele? Sentirei falta do teu toque mesmo sabendo que não era para mim? Sentirei a falta da tua ausência na presença ou da presenta em tua ausência? Sentirei a falta dos nossos diálogos tão monólogos quanto possíveis? Sentirei falta do homem que idealizei ter ou terei a coragem de admitir que montei em você alguém não que não existia. Conseguirei baixar o pano do teatro sabendo que a peça terminou incompleta? Como Mulan Rouge, termino meu ato num canto de dor, a cortina cai juntamente comigo e se encerra uma fase tão boa no palco mas tão deteriorada no camarim?
Como doi perceber que quando não é para ser, não será!

14/09/2013

PRORROGAÇÃO

Perder-se no vazio da mente. Encontrar-se no meio de milhões de ideias e lembranças. Recordar o não acontecido. Desejar um novo recomeço para algo que começou bem.

Da para entender o que quero dizer? Acho que não. A confusão que tange a minha vida neste momento e a leva em declínio continuo para baixo, para o fundo do poço, para a lama.

Espirito abalado, corpo cansado, mente fraca. Por onde recomeçar? De onde tirar forças para se reerguer e fazer a minha história acontecer?

Quando digo que meus heróis morreram de overdose não minto. Admiro aqueles que extraem da vida o que de mais intenso ela tem, fazem da alegria felicidade extrema e da tristeza profunda depressão e após conhecer todos os lados que a vida tem para oferecer decidem chegar ao limite do seu corpo... e ultrapassa-lo. Despedem-se da vida da mesma forma que a viveram, no limite, no máximo, no extremo.

Acho que já vi o que tinha de ver nesta vida: já sorri com meu time, já chorei com a morte de alguém próximo, já consegui minha promoção no emprego, estou prestes a concluir a faculdade, tenho amigos, família, uma casa, tudo o que uma pessoa normal precisa para viver, mas quando olho para o quadro geral da minha vida me pergunto: O que está faltando? Já passei por tudo, estou apenas vendo uma reprise que já cansei de rever. Estou vivendo os dias da mesma forma que sempre vivi. Nada novo, nada diferente, tudo igual.

Ou as coisas mudam drasticamente, da agua para o vinho, ou não sei o que sou capaz de fazer para colocar novidades na minha vida.

Preciso de gente nova, lugares novos, empregos novos, provas novas, problemas novos, uma nova vida.

Preciso decididamente voltar a viver. Trazer a minha essência a vida pois a sobre vida que venho levando esta roubando o meu folego a cada dia e me matando aos poucos... não gosto de espera. Não gosto de coisas lentas.

Chegar ao objetivo final sem prorrogações.

22/09/2013

AS VEZES APENAS...


Quando a gente se perde, onde nos encontramos? Quando não sabemos aonde nos vimos pela ultima vez como procurar? Porque mudamos tanto e, nem sempre, para melhor? Buscamos algo dentro da gente, o guardamos e em compensação nos perdemos.

Quando nos doamos a uma causa e esta se vê por terra, caída, como reergue-la?

Perdi a mim mesmo dento de mim. Meus pensamentos barram a minha procuram. Empecilhos aparecem a minha frente e me trazem duvidas.

Quando disseram para me doar, me doei, quando disseram para me recolher, não consegui mais pois me espalhei.

Quando dizem que não me reconhecem mais, não apenas fisica mas psicologicamente percebo o quão baixo desci na escala da humanidade. Quanto me rebaixei. O quando me esqueci. O quando pensei no outro e não em mim. O quanto me esqueci.

E hoje quero me reencontrar? Fazer as pazes comigo mesmo dará certo nesta etapa que cheguei?

Dizem que ao chegar no fundo do poço o impulso para sair pode ser maior... não consigo ver nada mais que a escuridão e um palmo que a cada dia desço mais.


Quero mesmo me encontrar? Quero mesmo ser encontrado? As vezes quero apenas sumir. As vezes quero apenas ser notado. As vezes quero apenas ser valorizado.As vezes quero ser olhado com olhos diferentes, não olhos acostumados. As vezes quero que vejam em mim o que vejo nos outros. As vezes preciso que façam por mim, um pouco daquilo que faço pelos outros.  As vezes apenas...

Como segurar uma lagrima?


A lágrima insiste em escorrer pelo rosto que um dia apenas quis sorrir. Ela faz-se necessária, já que o sentimento que esta no peito, ali não cabe mais. Extravasa. Vaza. Escorre. Lava.

Porque ainda permitimos que o meio exterior machuque tanto o nosso mundo interior? As coisas aqui estavam tão bem. Estava tudo ocorrendo como o planejado, e apenas um olhar, uma palavra, uma ligação, uma imagem destrói seus sonhos e esperanças.

Não culpo ninguém por isso, culpo a mim mesmo, pois eu me permiti colocar na mão de alguém que não sabe o que fazer consigo mesmo. E aos poucos me sufoca, me larga, me puxa, me solta e em todas essas indas e vindas me machuca mais.

As lagrimas escorrem numa velocidade e numa proporção que não tenho comom controla-las. Elas vem. Limpo uma, mas mais delas vem atrás para resgata-la e faze-la lembrar. Fazer-me lembrar que um dia fui feliz.

Porque a minha felicidade acabou desta forma, e em forma de lagima escorre por mim, percorre meu corpo e se vai... parece que nunca mais vai voltar.

Como posso controlar meus sentimentos? O que faço para não chorar? Como segurar uma lagrima que insiste em cair pelo mesmo rosto que um dia fizestes sorrir.

08/09/3013

MANHÃS

Começa setembro. Vi os seus primeiros raios de sol surgirem juntamente com meus melhores amigos: cigarro e café.

Como pode, eu, diferente da maioria das outras pessoas não sentir nada de sono durante a noite. Vou dormir na hora em que os outros estão levantando? A cama me traz pensamentos que não queria ter... e com isso vou caindo numa fossa terrível. Fossa da qual Maysa, Paula Toller, Ana Carolina e até Clarice 
Falcão começam a fazer sentido na minha cabeça e compreendem a minha dor.

Detesto a luz do dia... acho que por isso durmo durante o dia. O sol me cega. Sinto como se a minha vida tivesse sido regada a ele, pois não enxergo mais nada no meu caminho. Visa pessoal, sentimental, profissional e espiritual tem sido cegadas, já não sei aonde vou, onde piso, quem é de confiança, quem merece minha atenção e quem eu sou.

Perdido de dia. Desconsolado a noite.

Minha companhia continua aqui firme. Uma caneca após outra de café. Um cigarro pós outro. E juntos nos fazemos companhia. Juntos nos acabamos. Juntos nos terminamos.

Até quando será assim? Estou como Vanusa: "querendo sair, querendo falar, querendo ensinar meu vizinho a cantar nas manhãs de setembro".... mas nem eu sei fazer isso, não sei mais a musica e nem o seu tom, como poderei eu ensinar se primeiro devo aprender?


Preciso querer sair, preciso querer falar, preciso aprender a cantar, preciso aprender a ensinar, para então poder ensinar meu vizinho a cantar nas manhãs de setembro.... nas manhãs de setembro, nas manhãs.