FORA DA MARTHA, FORA DE MIM

Acabo de ler um livro da Martha Medeiros, minha inspiração – não que eu seja tão bom quanto ela, mas voltando ao livro, comprei ele num dia e terminei de ler no outro. Leitura facil, boa de se ler, passar o tempo, porém muito profunda e reflexiva quanto a questão de relacionamentos. Ainda mais pra quem já esteve na pele da protagonista. Eu estive!
Relacionamentos são complicados por si só. Mas o pior é quando tu encontra uma pessoa que não ama nem a si mesma, e a intensão dela é te fazer sofrer. Uma hora diz que te ama e não viveria sem você, na outra, acha que você está dando mole pra pessoa ao lado, vira as costas e te deixa sozinho e pra ajudar fica uns 3 dias sem atender o telefone. Depois disso volta como se nada tivesse acontecido.
Quando te ama, te faz ir as alturas, te beija da cabeça aos pés, te faz sentir unico. Seu toque, seus beijos, sua lingua e seu calor te envolvem de tal forma que você acha que precisa daquilo para viver. Dois minutos depois de se amarem loucamente briga com você por besteiras, desaparece, retorna como se nada tivesse acontecido e ainda diz que te perdoa. Mas quando volta, volta com cara de cachorro sem dono e com um fogo de prisioneiro quando chega num bordel depois de 30 anos preso na solitária. E voce perdoa e começa a pisar em ovos para não deixa-la irritada.
Isso aconteceu comigo. Entre tragadas e fumaças de cigarro, ouvia as mais carinhosas frases de amor. Palavras que fediam a fumaça – nada contra os fumantes. Me sentia completo, amado. Claro, depois de uma semana sem dar sinal de vida, porque num dia, por acaso, cumprimentei alguem que “não deveria” ter cumprimentado. Ouvir nesse momento que aquilo não era ceninha e sim uma forma de me proteger.
Proteção + carinho = um idiota apaixonado, quase ensandecido querendo a droga que tanto de dá prazer, mas ao mesmo tempo te destroi.
Fora de mim é o nome do livro que mostra a que ponto chega uma pessoa neste estado... Foi assim que fiquei. Porém quando o passado deixa de ser passado e começa invadir teu presente querendo se tornar um futuro novamente, você abre o olho – abre, não – arregala o olho e foge.
Já estive fora da Martha ao ler o livro. Já estive fora de mim ao viver essa situação e me entregar de cabeça para alguem que não valorizava nem a minha presença e nem meus sacrificios de amor. Quem já esteve fora de si sabe o que estou falando.
Quero amar alguem, poder enxergar essa pessoa no meu pensamento e me enxergar em seu olhar, me entregar, brigar e reconciliar – não num periodo de 5 minutos - , quero viver junto a não ao lado, paralelo. Quero amar alguem da forma mais intensa e pura, louca e lucida, profana e santa, mas acima de tudo quero amar a mim.
Quero amar alguem estando EU dentro de mim. Dentro de mim! Isso é amar alguem!
18/01/2011

COMO NOSSOS PAIS

Hoje, dia 19 de janeiro de 2011 faz exatamente 29 anos que a cantora Elis Regina descansou. Seu corpo perdeu os movimentos que tornavam o palco de suas apresentações num verdadeiro espetaculo. Porém a sua voz nunca se calou.
Quem nunca ouviu “nossos idolos ainda são os mesmos e as aparencias não enganam não...” ou quem sabe, “é pau, é pedra, é o fim do caminho,...” letras que ficam guardadas em nossa mente. Não cheguei a conhece-la no auge de sua carreira. Ao nascer ela já havia partido a muito tempo, porém seu carisma, sorriso e letras incriveis que gritavam por justiça e olhos mais atentos sempre me chamou a atenção.
Ela teve a cara e a coragem de fazer aquilo que todos deveriam fazer. Brigar por espaço, fazer-se ouvir. Foi ela mesma. Não usou mascaras. Foi franca e clara. Foi unica e inigualavel. Se olharmos para suas frases polemicas veremos que nada ela tinha de comum. Por exemplo: “Eu quero é ter vida privada e não privada na vida” ou então “A lucidez me leva as raias da Loucura” ou melhor “Dizem que a perfeição é uma meta, eu estava a cata dela, continuo a cata dela. Não sei se eu vou chegar lá algum dia mas eu queria morrer sendo eu”.
Realmente, sua voz não se calou. Hoje, pessoas que acompanharam sua carreira e morte cantam suas musicas, jovens que não a viram ao vivo, como eu, cantam suas musicas, vi uma menininha pequena outro dia cantar uma de suas musicas.
Sua voz está viva. Como em sua musica, a minha dor também é perceber que apesar de tudo o que temos fizemos, nós ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais. Não houve mudança de ideias. Não houve mudança que nos tornasse melhores. Estacionamos no tempo e no espaço.
Agora sim, “Alô Marciano. Aqui quem fala é da Terra. Você não imagina a loucura.” Nem Elis imaginou que ficaria pior do que na sua época. Mas ficou.
Suicidio, overdose, descuido, não sei o que levou a nossa menina da voz de ouro desta vida. Nem pretendo me ater ao fato disso. O que quero deixar frisado aqui é que essa voz falou alto e forte. Lutou por aquilo que achava certo e nunca se calou. Apenas se anestesiou das loucuras que a vida colocava e muitas vezes tentava empurrar gorla abaixo dela e ela, diferente de muitos de nós não aceitou. Ela se calou por tentar e não se fazer ouvir. Por lutar por quem não tinha vontade de se mexer. Por defender o meu e o teu direito, perdendo na vida dela, o espaço para sua propria existencia.
Relembrar esta lenda, esta estrela neste dia só me faz pensar mais naquilo que me prende a este sofá agora e não me deixa sair para brigar por aquilo que sonho e acredito. A comodidade da minha casa e da minha situação? O conformismo que se instalou nos meus debates e discussoes sempre com as pessoas de opiniões curtas e já pre formadas?
Não sei o que me mantem assim e muito menos o que te mantem assim. Mas como reflexão apara nós encerro esta cronica não com minhas palavras, mas com as palavras da homenageada, que em um paragrafo disse tudo aquilo que tentei fazer aqui em uma pagina e meia:
“Me tomam por quem? Uma imbecil? Sou algo que se molda do jeitinho que se quer? Isso é o que todos queriam, na realidade. Mas não vão conseguir, porque quando descobrirem que eu estou verde já estarei amarela. Eu sou do contra. Sou a Elis Regina Carvalho da Costa, que poucas pessoas vão morrer conhecendo”.
19/01/2011

FÉRIAS MERECIDAS

Comecei a escrever em julho do ano passado. Ótimo, consegui por pra fora aquilo que de outra forma ficaria trancado dentro de mim e me faria muito mal. Porém chegou uma hora que fiquei com medo de mim mesmo. Fiquei com medo da pessoa que descobri ser e de ver todos os sentimentos e emoções que posso carregar dentro de mim.
Chegou um momento em que tive de tirar férias de mim. Desde o natal não sentava para escrever. E olha que ideias apareceram. Mas decidi segurar. Decidi ler. Tive nas ultimas tres semanas um tempo para minha leitura. Escrever é bom, mas ler também.
Fui a uma livraria e comprei alguns livros: Trem Bala, Doidas e Santas, Divã e Fora de mim da autora gaúcha Martha Medeiros. Não me arrependo. Aprendo muito com ela. Me espelho muito nela. Gosto da foma como ela escreve, poe as suas ideias no papel. Torna visivel coisas que antes passavam desapercebidas por mim. Pude tirar férias das minhas ideias, aprender novas teorias, novas formas de escrita, novos desejos, sonhos, pensamentos e ideias.
As vezes reservo tempo para mim e nada melhor pra mim que a solidão e a companhia completa de um livro, que em suas palavras escritas e silenciosas gritam dentro da minha mente e me completam, ora me emocionam e ora me fazem rir como criança.
Não ler, não ver programas de televisão, não acessar a internet ou não conversar com a pessoa que senta-se ao meu lado no onibus me deixam paralisado no tempo, sempre com as mesmas ideias e pensamentos. Gosto do novo. Gosto de inovar e renovar. Gosto de dizer Azul hoje e Vermelho amanhã. Gosto de ser inconstante. De não ser o mesmo de ontem e saber que amanhã serei completamente diferente do que fui hoje.
As minhas férias não significam ficar de pernas para o ar vendo o tempo passar. Férias, pra mim, significa mais tempo para aperfeiçoar aquilo que sei fazer, aprender o que ainda não ser, conhecer lugares e pessoas que nunca pensei que existiam. As férias de mim mesmo representam a inovação, o recomeço de um novo eu. Um eu, com pensamentos e emoções reformulados. Novas ideias e perspectivas. Novas palavras e novos sentidos a elas.
Cada dia é um recomeço. Cada dia acordo diferente do anterior, mas tirar férias de mim mesmo faz com que eu volte mais forte do que sou, porém com uma roupa nova, roupa de conhecer aquilo que pra mim era estranho e perceber que mesmo tirando férias de mim eu não me abandono. Eu ando comigo, colado em mim, mas sempre aberto a tudo que a vida me apresentar.
Isso pode não tornar-me a pessoa mais feliz do mundo, porém chegarei perto, pois assim serei uma pessoa mais flexivel com os acontecimentos da vida, menos exigente comigo e com os outros e mais completo, pois a cada dia que passa descubro que um novo eu nasce, pronto para crescer e evoluir.
Felicidade, ainda nçao cheguei lá, mas estou mais perto dela do que estava antes. Você vem comigo?
19/01/2011

SOLITÁRIOS, BBB'S E FAZENDEIROS

Me pego as 23 horas e 45 minutos de uma quarta-feira assistindo a um desses realitys shows onde pessoas “comuns” passam por provas e testes em rede nacional por uma quantia X e generosa de dinheiro. O pior é que não julgo as pessoas por aceitarem fazer parte desses programas, mas sim a mim mesmo ao me deparar perdendo tempo vendo essas coisas absurdas.
Numa das provas eles tiveram de cantar o hino nacional. TODOS erraram a letra ou esqueceram. Patriotismo não faz parte do curriculo escolar de nenhuma delas e o pior, aquilo virou alvo de risadas e brincadeiras. Meudeusdocéu! A que ponto chegamos?!
Um momento de lazer é bom, porém perder tempo para ver pessoas – não generalizando – sem conteudo, muitas vezes sem carater, e muito menos personalidade. Cuidar da vida dos outros parece que se tornou rotina em nosso país. Ficar pela janela cuidando do vizinho é coisa do passado. Agora a gente liga a televisão e fica sabendo da vida pessoal, profissional e intima. Nada que acrescente ou faça com que eu melhore como ser humano.
Estamos na época do banal. Do ridiculo. Do vazio. Quanto mais vazio, sem sentido ou logica mais audiencia dá. O que me preocupa não é a audiencia que dá o programa e sim no vazio existencial das pessoas que assistem regularmente a esses programas, meu medo é que esse vazio existencia se reflete em suas ações e promações.
Não se perde mais um minuto com um amigo para conversar, tomar um café. Perde-se 5 minutos escrevendo um e-mail dizendo que estamos com saudades e convidando-os para um encontro que nunca chegará a acontecer.
Pagamos um onibus e vemos pessoas sentadas umas ao lados das outras, cada uma fechada em seu mundinho e lacrado por um fone de ouvido onde cada um em sua solidão usam o mesmo espaço porém em estações diferentes, não somente de rádios, mas vidas.
Solidão compartilhada. Ninguem mais quer viver sozinho sua propria solidão.
Não quero perder tempo com namoros arranjados, provas bestas de testes que seriam basicos para crianças em idade pre escolar. Quero conhecimento e cultura. Quero crescer e aprender cada vez mais. Viver de cultura inutil não me acrescenta.
Fiquei abismado quando, nesta semana, entrei em meu onibus e vi uma menina que sentou ao meu lado abrir um livro. Enquanto logo a frente um grupo de meninos escutava em seu celular musicas sem conteudo algum, a rebeldia sem causa. Perdeu-se o respeito pelo proximo. Perdeu-se a moral. Perdeu-se a individualidade. Não existe mais misterios. Todo mundo sabe tudo de todos.
Pode me chamar de velho, de antiquado, de quadrado, ultrapassado e até bossal. Mas não me rendo a essa nova era de auto exposição ridicula e desnecessaria.
Se o fulano casa ou deixa de casar, ótimo. Nem sei quem são, nem de onde vieram. Não me peçam para olhar para eles como se fossem os melhores ou os herois por terem ganhado um premio de dois milhoes tendo que expor sua vida e de seus familiares na televisão para todos verem. Não vendo e não troco minha liberdade de ser quem sou apenas dentro das quatro paredes da minha casa.
Assitir ou participar destes programas não faz mal a ninguem. O problema é quando eles refletem aquilo que temos por dentro: SOLIDÃO!

19/01/2011

NATAL DE FELICIDADES

Dias ensolarados, famílias reunidas, festas e comemorações. Perfeito comercial de margarina, ainda mais nesta época do ano, onde, na televisão as famílias se reúnem para comemorar o nascimento do Salvador e dar graças por tudo aquilo que receberam. Isso tudo na TV.




Na vida real o negocio muda. A correria no final do ano é tenebrosa, realmente insuportável. Trabalho a mil. Casas de praias lotadas, vagas em hoteis em litorais devem ser disputadas quase que no tapa. Se alguns familiares resolvem almoçar em sua casa, em vez de comemorações temos brigas e arranca-rabos antes do almoço, durante ele o amor reina, mas debaixo na mesa é só patadas e beliscões.



O telefone não pára de tocar. Felicitações de final de ano e desejo de um próximo ano melhor? Não. Entidades de cunho social, não condeno as entidades que fazem o seu trabalho muitas vezes com trabalho voluntário e muita determianação o ano todo, mas nesta época aparecem pedindo dinheiro para ser descontado em sua conta de telefone para judar a fundação A ou B, e quase que por mágica, outra em presa descobre a sua generosidade e liga, daí em diante seu final de ano será um inferno, 50 reais pra uma... 40 reais para outra... doação mensal de 15 para outra e a exploração financeira natalina assim prossegue, se bobiar, até sem peru você fica no natal, pois todo teu dinheiro foi para doações.



Não que a generosidade não deva imperar no nosso cotidiano, friso bem, nosso cotidiano, pois afinal, criança não precisa só de atenção no natal. Familias não comem apenas no final de ano. Outro dia ouvi um amigo meu dizendo que era triste passar o natal sem comida, porem acho muito pior passar todo o resto do ano sem comida e no natal ter um pacote de arroz na mesa e o restante da sociedade feliz pois achou que fez a sua parte.



O natal perdeu seu foco. Não são as festas que devem assumir o lugar especial em nossos corações, são as pessoas. É importante ter a casa arrumadinha, porém mais importante que isso é ter a família e amigos reunidos, pessoas que realmente se amam e se importam umas com as outras. Presentes são imporantes, porém um abraço sincero de coração vale infinitamente mais que um carne de 12 prestações que consumirão noites de sono sobre como pagar aquele presente caro demais. Em vez do carinho temos uma dor de cabeça.



Se acompanhado ou sozinho, como eu, nesta data, o importante é tirar tempo para repensar nas coisas que passamos, aquilo que acertamos e aquilo que erramos. O nascer de Jesus em nossas vidas deve ter o seu lugar, mas o nosso renascer torna-se imperativo nesta época do ano. Quero pessoas em primeiro lugar, sentimentos acima de razão e com certeza, meu natal, meu ano novo e minha vida terão um sentido nobre e o verdadeiro espirito de natal regerá os meus 365 dias do próximo ano, assim, meu natal de felicidades se estenderá a uma vida de felicidades.



05/12/2010

O QUE VOCÊ DEIXA DE FALAR MAGOA

[...] É magoa, e o que eu choro é agua com sal. Se der um vento é maremoto. Se eu for embora não sou mais eu... [...]




Normalmente nos magoamos com aquilo que as pessoas nos falam ou falam sobre nós, mas comigo é bem diferente. Eu me magoo com aquilo que não dizem. Me magoo com as palavras não utilizadas. Me magoo com o vazio que a falta das palavras deixa em aberto.



Sei que um olhar diz muito, mas somente o olhar não me satisfaz. Preciso ouvir o que você pensa de mim, o que acha de mim, o que sente por mim. Bom ou ruim. Positivo ou negativo. Amor ou ódio. Não importa, preciso ouvir.



Se eu sou importante pra você, por favor, me fale! Não gosto de ouvir os outros dizendo que sou importante para alguem, que esse alguem não pára de falar em mim, que só pensa em mim, que não tira os olhos de mim. Preciso que esse alguem fale tudo isso para mim. Diariamente, Sempre que possível, em todos os momentos cabíveis.



Por 23 anos da minha vida briguei muito por precisar, realmente preciso, ouvir das pessoas que amo e que me cercam aquilo que sentem por mim. Percebi que minha briga foi em vão, murro em ponta de faca, soco no vento e não pretendo continuar essa briga pelo resto da minha vida. Passou o tempo que eu tinha de pedir atenção.



Hoje falo nas entrelinhas... leia elas, pois falam muito de mim. O que eu quero eu peço nas entrelinhas, nelas eu digo o que penso, o que gosto e o que não gosto e principalmente o que preciso. Agora preciso escrever, pois sinto que vou explodir se não fizer isso.



Já tive relacionamentos em que deixei isso passar por alto, tentei relevar, mas chegou uma hora que explodi, não aguentei. E não quero que isso aconteça novamente. Já te dei o recado... já te dei a dica, agora depende de você.



Gosta de mim, me fala. Cansou de mim, fala.



Agora, leia as entrelinhas, porém viver mais 23 anos batendo na mesma tecla nem pensar. Gosto de você e sei que gosta de mim, mas preciso ouvir isso de você, não das pessoas que te cercam.



Ah, mais uma coisa, saiba que aquilo que não é dito me magoa mais do que aquilo que foi dito na hora errada.



21/10/2010

PROMESSAS ROTAS

“Eu te amo”, “Nasci aqui neste lugar e vou morrer aqui”, “Gostei deste lugar, daqui não saio mais”, “Esta é a melhor empresa do mundo, vou me aposentar aqui”.




Promessas e promessas. Promessas e mais promessas. Vivemos num mundo onde palavras são apenas palavras. Perderam sua importancia. O que sai da minha boca pode ser negado segundos depois. O que assinei pode não ter valor algum após uns minutos de reflexão.



Nos prendemos a pessoas, aprendemos a gostar delas e de repente sai um sonoro “eu te amo”. O que fazer agora, se esse eu te amo perdeu o valor. Acho que abrir o jogo é a melhor forma de resolver a situação. Viver num “eu te amo” do passado não nos traz nada de bom. Quem vive no passado torna-se escravo dele, impossibilitado de viver livre no presente e esperar algo diferente do futuro.



Nascemos num lugar. Com nossas opiniões, mas esquecemos que não existe roteiro a ser seguido. A nossa vida não tem um calendario com coisas a serem cumpridas e impossivei de serem modificadas. Só porque nascemos num determinado lugar não significa que não posso mudar se for para meu crescimento pessoal, profissional ou para nos sentirmos gente de verdade. Nada é para sempre, as vezes, deixamos de crescer pois “nascemos num lugar” e apesar de crescermos, o nosso medo de mudança não nos deixará cerscer como pessoas, morreremos ali e ainda pequenos.



Gostar de um lugar. Fazer parte de um clube. Tornar-se membro de uma igreja. São coisas maravilhosas, porém se aquilo não está mais me fazendo bem. Se não me sinto a vontade nesse meio, vou tornar-se infeliz porque um dia prometi que dali não sairia mais. Nossa vida muda com o passar do tempo. O que me fazia bem ontem, hoje pode não ser mais tudo aquilo que eu desejo e gosto.



Planos de carreira excelentes. Oportunidades incriveis, porém a empresa não explora meu potencial. Vou viver uma vida de funcionário frustrado para não ter mais um registro em minha carteira, ou para agradar este ou aquele. Não. Sair para trabalhar deve fazer bem para nossa mente e corpo. Crescermos intelectualmente, explorarmos nosso potencial e capacidade. Trabalhar por trabalhar tona as pessoas infelizes, incapazes de crescer e realizar um bom trabalho. O mercado está cheio de profissionais frustrados que não desempenham bem suas tarefas. Presos a promessas de carreira promissora em determinada area e abando a voz do coração que os manda para outros lados.



Promessas são feitas diariamente em todos os cantos do mundo. Nem todas são cumpridas. Mas não podemos dizer que são vazias. Muitas vezes optamos por uma empresa, uma religião, um clube social, e escolhemos uma pessoa para ser nossa companhia eterna, porém co o tempo percebemos que nada é eterno. Sentimentos mudam. Nossas opiniões mudam. Nossos desejos mudam. Não existe roteiro para uma vida feliz. Existe aquilo que eu decido fazer com o meu coração aberto, entregue. Ali está a verdadeira felicidade.



Hoje eu te amo profundamente, amanhã a gente conversa. Nasci aqui, mas se surgir outra oportunidade em algum lugar eu posso até pensar em ir. Essa religião é perfeita, amanhã posso rever meus conceitos. A empresa me faz crescer muito, amanhã posso encontrar outra que me faça crescer mais.



Promessas sinceras mas momentaneas. Vivemos de momentos. Não somos imutaveis. Os dias passam, nossa vida passa e eu que viver livre todos os dias da minha existencia, prometendo aquilo que meu coração deseja porém livre para mudar de ideia assim que ele desejar. Isso é ser livre. Isso é ser feliz.

05/12/2010